Qual o primeiro passo?
Um homem resolveu visitar um ermitão que vivia perto do mosteiro de Sceta.
“Qual o primeiro passo daquele que pretende seguir o caminho espiritual?”, perguntou.
O ermitão levou-o até um poço, e pediu que olhasse seu reflexo na água. O homem obedeceu, mas o ermitão começou jogar pequenas pedras, fazendo com que a superfície se movesse.
“Não poderei ver direito o meu rosto enquanto o senhor jogar pedras”.
“Assim como é impossível ver seu rosto em águas turbulentas, também é impossível buscar Deus se a mente estiver ansiosa com a busca”, disse o monge. “Não faça perguntas, apenas siga adiante com fé. Este será sempre o primeiro e mais importante de todos os passos”.
(Original aqui.)
Como lidar com o desejo infinito?
Leonardo Boff
Teólogo, filósofo e escritor
O desejo não é um impulso qualquer. É um motor que põe em marcha toda a vida psíquica. Ele goza da função de um princípio, traduzido pelo filósofo Ernst Bloch por princípio esperança. Por sua natureza, não conhece limites como já foi visto por Aristóteles e por Freud. A psiqué não deseja apenas isto ou aquilo. Ela deseja a totalidade. Não deseja a plenitude do homem, procura o super-homem, aquilo que ultrapassa infinitamente o humano como afirmava Nietzsche. O desejo se apresenta infinito e confere o caráter de infinito ao projeto humano.
O desejo torna dramática e, por vezes, trágica a existência. Mas também, quando realizado, uma felicidade sem igual. Estamos sempre buscando o objeto adequado ao nosso desejo infinito. E não o encontramos no campo da experiência cotidiana. Aqui somente encontramos finitos.
Produz grave desilusão quando o ser humano identifica uma realidade finita como sendo o objeto infinito buscado. Pode ser a pessoa amada, uma profissão sempre ansiada, a casa dos sonhos. Chega o momento que, geralmente, não tarda muito, em perceber uma insatisfação de base e sentir o desejo por algo maior.
Como sair deste impasse, provocado pelo desejo infinito? Borboletear de um objeto a outro, sem nunca encontrar repouso? Temos que nos colocar seriamente na busca do verdadeiro objeto de nosso desejo. Entrando in medias res, vou logo respondendo: este é o Ser e não o ente; é o Todo e não a parte; é o Infinito e não o finito. Depois de muito peregrinar, o ser humano é levado a fazer a experiência do cor inquietum (coração inquieto) de Santo Agostinho: “Tarde te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova. Tarde te amei. Meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em Ti.”. Só o Infinito Ser se adequa ao desejo infinito do ser humano e lhe permite descansar.
O desejo envolve energias vulcânicas poderosas. Como lidar com elas? Antes de tudo, se trata de acolher, sem moralizar, esta condição desejante. As paixões puxam o ser humano para todos os lados. Algumas o atiram para a generosidade e outras para o egocentrismo. Integrar, sem recalcar tais energias, exige cuidado e não poucas renúncias.
A psiqué é convocada a construir uma síntese pessoal que é a busca do equilíbrio de todas as energias interiores. Nem fazer-se vítima da obsessão por uma determinada pulsão, como por exemplo, a sexualidade, nem recalcá-la como se fosse possível castrar seu vigor. O que importa é integrá-la como expressão de afeto, de amor e de estética e mantê-la sob vigilância, pois temos a ver com uma energia vital não totalmente controlável pela razão mas por vias simbólicas de sublimação e por outros propósitos humanísticos. Cada um deve aprender a renunciar no sentido de uma ascese que liberta de dependências e cria a liberdade interior, um dom dos mais apreciáveis.
Outra forma de lidar com o desejo infinito é pela precaução que nos previne de ciladas da própria vulnerabilidade humana. Não somos onipotentes, nem deuses, inatingíveis ao fracasso. Podemos mostrar-nos fracos e, por vezes, covardes. Mas podemos precaver-nos contra situações que nos poderão fazer cair e perder o Centro.
Talvez uma chave inspiradora nos seja nos oferecida por C. G. Jung com sua proposta de construir, ao largo da vida, um processo de individuação. Este possui uma dimensão holística: assume com destemor e humildade todas as pulsões, imagens, arquétipos, luzes e sombras. Ouve o rugir das feras que o habitam; mas, também o canto do sabiá que o encanta. Como criar uma unidade interior cujo efeito seja o equilíbrio dos desejos, a vivência da liberdade e da alegria de viver?
C. G. Jung sugere que cada um procure criar um Centro forte, um Self unificador que tenha a função que o Sol possui no sistema solar. Ele sateliza ao seu redor todos os planetas. Algo semelhante deve ocorrer com a psiqué: alimentar um Centro pessoal que tudo integre, com reflexão e com interiorização. E não em último lugar, com o cultivo do Sagrado e do Espiritual. A religião, como instituição, não raro cerceia a vida espiritual por excesso de doutrinas e de normas morais demasiado rígidas. Mas religião como espiritualidade desempenha uma função fundamental no processo de individuação. Cabe a ela ligar e re-ligar a pessoa com seu Centro, com todas as coisas, com o universo, com a Fonte originária de todo o ser, dando-lhe um sentimento de pertença.
A falta da integração da energia do desejo se manifesta pela dilaceração das relações sociais, pela violência assassina praticada em escolas ou nas matanças de pessoas negras, pobres e homoafetivos.
Lidar com as forças do desejo implica, pois, uma preocupação pela sanidade social. Não se poderá passar ao lado da educação humanística, ética e cidadã que eduque o desejo. O grande obstáculo reside na lógica mesma do sistema imperante que exaspera o desejo de ter, descuidando dos valores civilizatórios, da gentileza, do bom trato e do respeito a cada pessoa. Ao contrário, os meios de comunicação de massa exaltam o desejo individual e a violência para resolver os conflitos humanos.
A globalização como fenômeno humano, nos obrigará a moderar os desejos pessoais em favor dos coletivos e assim tornar mais equilibrada e amigável a coexistência humana. Como desejamos tempos favoráveis!
Paciência e rapidez
Um guerreiro da luz precisa de paciência e rapidez ao mesmo tempo. Os dois maiores erros são: agir antes da hora, ou deixar que a oportunidade passe longe.
Para evitar isto, o guerreiro trata cada situação que surge como se fosse única, e não aplica fórmulas, receitas, ou opiniões alheias. Só ele terá que responder por seus atos, e tem consciência de sua responsabilidade.
O califa Moauiyat perguntou a Omr Ben Al-Aas qual era o segredo de sua grande habilidade política:
“Nunca me meti em assunto sem ter estudado previamente a retirada; por outro lado, nunca entrei e quis logo sair correndo”, foi a resposta.
(Original aqui.)
Já somos 7 bilhões de pessoas. E agora?
Em apenas dois séculos a população do planeta se multiplicou por sete. Quais os principais desafios de vivermos em um mundo onde a população deverá chegar a 10 bilhões de pessoas ainda neste século?
“Crescei e multiplicai-vos”. O preceito bíblico está sendo seguido à risca. Em pouco mais de 200 anos, a população do planeta foi multiplicada por 7. No início do século XIX, éramos um bilhão. Levamos 123 anos para dobrar esse número. Daí pra frente, especialmente depois da segunda guerra mundial, o ritmo do crescimento acelerou. Em outubro de 2011 chegamos a sete bilhões.Até o final do século, segundo a ONU, a tendência é que a população mundial se estabilize na faixa dos 10 bilhões de pessoas. Mas como alimentar tanta gente, se os estoques de água doce e limpa e de solo fértil, estão diminuindo? É para comer menos ou mudar o cardápio? Dá para apostar numa nova revolução verde? Não somos apenas mais numerosos. Também estamos vivendo mais.Na média, quase 70 anos. Um avanço excepcional,considerando que na década de 50 a expectativa de vida era de pouco mais de 47 anos. Mas como assegurar o pagamento de aposentadorias e pensões por mais tempo, para muito mais gente? A previdência não é o único desafio. Como preparar melhor as cidades para uma população mais idosa? Que requer maiores cuidados e atenção? Ah as cidades. Elas também estão crescendo e rápido. Em 60 anos, a taxa de urbanização do planeta praticamente dobrou. Apenas no Brasil, 85% da população vivem em cidades. Recentemente, ONU informou que pela primeira vez da História, a maioria dos seres humanos passou a viver no meio urbano. E a tendência é que esse fenômeno continue. Para isso, é preciso produzir mais energia.O maior consumo de energia tem origem exatamente nas cidades. E a energia mais barata e farta do planeta, é também a mais suja. 80% da matriz energética do mundo são petróleo, carvão e gás.E quem mais polui são os ricos.Aproximadamente 75% das emissões de gases estufa vem dos países desenvolvidos.De acordo com as Nações Unidas, as mudanças climáticas, o maior problema ambiental do século 21, poderão determinar a remoção de 200 milhões de pessoas de seus atuais endereços nos próximos 40 anos. A maioria absoluta delas é pobre.// Neste planeta ainda tão desigual, um bilhão e meio de pessoas sequer tem acesso a energia elétrica. Ao que parece, será preciso um choque de civilização para que tenhamos esperança num mundo melhor e mais justo, embora mais populoso.
(Original aqui.)
Descobertas…
Vejam a reação de duas crianças descobrindo que Darth Vader é o pai do Luke…
Só pra quem tem iPhone
Assistam ao vídeo… Muito divertido. Dá vontade de comprar!
Política externa israelense
O representante de Israel na ONU: “Antes de começar meu discurso queria contar-lhes algo sobre Moisés (todos curiosos…): Quando Moisés golpeou a rocha e dela saiu água, pensou “que boa oportunidade para tomar um banho”. Tirou a roupa, deixou-a junto a pedra e entrou na água. Quando acabou de banhar-se e quis vestir-se, a roupa tinha sumido! Os palestinos tinham-na roubado!!
O representante da Palestina levantou-se furioso e bradou: “Que bobagem, nem havia Palestinos naquela época!!!”
O representante de Israel sorriu e disse: “Muito bem, agora que ficou claro quem chegou primeiro a este território e quem foram os invasores, posso começar meu discurso…”
