Apenas alguém muito desconectado do mundo não sabe que hoje se comemoram os 20 anos do fim do Muro de Berlim. Notícias sobre o acontecimento pipocam em todos os canais de TV, em todas as estações de rádio, em todos os sites da internet.
Não há dúvidas de que tal superexposição é benéfica. Assim considero porque muita gente não dá a mínima importância para o fato — e, como já disse em outro blog meu, o fim do Muro de Berlim é um evento fundamental na nossa história porque terminou um século e deu origem a outro; o fim do Muro de Berlim, em outras palavras, moldou e continua moldando nosso dia-a-dia.
Infelizmente, parece-me que as pessoas não percebem o sentido simbólico que a queda do Muro de Berlim nos traz. E não digo isso em termos políticos: tais pensamentos, deixo-os para meu outro blog. Digo aqui em sentido humano, digo aqui no sentido da vida cotidiana de cada um. Quantos muros ainda temos a derrubar?
Eu poderia falar sobre vários muros, mas chama-me muito a atenção o muro da intolerância. Muros construídos com extrema facilidade — o exemplo do parágrafo acima é claro –, e destruídos… São destruídos? É politicamente correto nos colocarmos como pessoas tolerantes, que aceitamos a opinião dos outros. É politicamente correto sermos cordiais e respeitarmos o próximo. Mas fazemos isso? Exemplo simples, tirado da minha experiência profissional: alunos querendo falar em sala de aula. Marco a ordem de falar, e por um engano meu coloco o Fulano B para falar antes do Fulano A, que havia pedido a palavra antes. Por um erro simples como esse, o Fulano B fica bravo comigo e com o Fulano A. E quando digo “fica bravo” estou me referindo a uma explosão de raiva, de indignação, de intolerância. E isso só porque o outro disse uma frase antes dele.
Muros como esse fazem com que o ser humano se isole cada vez mais, acreditando que o isolamento o tornará “mais” ou “melhor”. E deixo a pergunta: precisamos realmente sempre ser “mais” ou “melhores” do que os outros?
Eu iria adorar assisitir uma palestra sua sobre isso, inclusive por novos motivos né?
um bjo
Sinto este muro diariamente em minha vida……… E sei que não é uma mudança de postura fácil para o ser humano.
Infelizmente!